Tênis de mesa paralímpico: classes, regras e história
O tênis de mesa paralímpico usa as regras da ITTF com algumas adaptações e divide os atletas em 11 classes. As classes 1 a 5 são para quem joga em cadeira de rodas, as 6 a 10 para quem joga em pé e a 11 para atletas com deficiência intelectual. O esporte está nos Jogos Paralímpicos desde a primeira edição, em Roma 1960.
Neste artigo
O tênis de mesa é um dos esportes mais tradicionais do movimento paralímpico. Está nos Jogos desde a primeira edição, em 1960, e reúne atletas em cadeira de rodas, atletas que jogam em pé e atletas com deficiência intelectual. A mesa, a bola, a rede e quase todas as regras são as mesmas do tênis de mesa convencional.
Este guia explica como funciona o tênis de mesa paralímpico: a classificação, as adaptações de regra e a participação do Brasil.
História do tênis de mesa paralímpico
O tênis de mesa fez parte dos primeiros Jogos Paralímpicos, em Roma, 1960, e esteve em todas as edições desde então. Na época, as provas eram voltadas a atletas em cadeira de rodas. Com o tempo, o programa passou a incluir atletas que jogam em pé e, mais tarde, atletas com deficiência intelectual.
Hoje o esporte é administrado pela ITTF, a mesma federação do tênis de mesa olímpico, por meio da sua divisão de para tênis de mesa, que organiza o ranking, os torneios internacionais e a classificação dos atletas.
As classes do tênis de mesa paralímpico
Para que as disputas sejam equilibradas, os atletas passam por uma avaliação de classificação e são divididos em 11 classes:
| Classes | Quem joga | Como |
|---|---|---|
| 1 a 5 | Atletas com deficiência física que jogam em cadeira de rodas | Sentados |
| 6 a 10 | Atletas com deficiência física que jogam em pé | Em pé |
| 11 | Atletas com deficiência intelectual | Em pé |
Dentro de cada grupo, quanto menor o número, maior o comprometimento funcional. Um atleta da classe 1 tem mais limitação de movimento que um da classe 5; um da classe 6 tem mais limitação que um da classe 10.
Nas competições, as provas usam a classe na sigla, como C10 ou WD20. Em algumas provas, especialmente de duplas e equipes, classes próximas são combinadas, com um limite para a soma das classes da dupla.
As regras do tênis de mesa paralímpico
As regras são as da ITTF, as mesmas explicadas em regras do tênis de mesa: sets de 11 pontos, 2 de vantagem, saque com lançamento e assim por diante. As adaptações mais importantes são para quem joga em cadeira de rodas.
Saque contra jogador em cadeira de rodas
Quando o recebedor está em cadeira de rodas, o saque é repetido (let) se a bola:
- depois de quicar no lado do recebedor, voltar na direção da rede;
- parar no lado do recebedor;
- em simples, sair pela linha lateral do recebedor depois de quicar no lado dele.
A ideia é evitar saques que o atleta sentado não tem como alcançar. Se o recebedor tocar na bola antes de ela sair pela lateral ou quicar pela segunda vez, o saque vale.
Outras adaptações
- Lançamento do saque: o árbitro pode flexibilizar as exigências do lançamento quando a deficiência física impede o atleta de cumpri-las.
- Contato com a cadeira: o atleta sentado precisa manter contato com o assento durante o ponto. Se perder esse contato, o adversário ganha o ponto.
- Duplas em cadeira de rodas: depois do saque e da devolução, qualquer um dos parceiros pode bater na bola, e a cadeira não pode passar da linha imaginária do centro da mesa.
Para as classes em pé e a classe 11, as regras são praticamente as mesmas do tênis de mesa convencional.
O Brasil no tênis de mesa paralímpico
O Brasil tem uma geração forte no esporte. Alguns nomes:
- Bruna Alexandre, da classe 10, ganhou medalhas no Rio 2016 (dois bronzes), em Tóquio (prata em simples e bronze por equipes) e em Paris 2024 (dois bronzes). Em 2024, também disputou os Jogos Olímpicos, na prova por equipes, e se tornou a primeira atleta brasileira a competir em Olimpíada e Paralimpíada.
- Cátia Oliveira, que joga em cadeira de rodas, conquistou o bronze em simples em Tóquio e o bronze em duplas em Paris 2024.
Veja a história do esporte no país em tênis de mesa no Brasil.
Como começar no tênis de mesa paralímpico
- Procure um clube ou projeto com turma de para tênis de mesa. Associações de esporte adaptado e federações estaduais costumam indicar opções.
- Converse com o professor sobre suas necessidades e adapte o material: altura da cadeira, apoio, raquete.
- Treine a base: posição, empunhadura, forehand e backhand.
- Para competir, passe pela classificação funcional, feita por avaliadores credenciados.
O Comitê Paralímpico Brasileiro e a CBTM são boas portas de entrada para saber de programas e competições.
Perguntas frequentes
Como funciona o tênis de mesa paralímpico?
Usa as regras da ITTF com algumas adaptações, principalmente no saque contra atletas em cadeira de rodas. Os atletas são divididos em 11 classes para que as disputas sejam equilibradas.
Quais são as classes do tênis de mesa paralímpico?
As classes 1 a 5 são para atletas em cadeira de rodas, as 6 a 10 para atletas que jogam em pé e a 11 para atletas com deficiência intelectual. Quanto menor o número, maior o comprometimento.
Desde quando o tênis de mesa é paralímpico?
Desde os primeiros Jogos Paralímpicos, em Roma, 1960.
Qual a diferença do saque no tênis de mesa paralímpico?
Contra um recebedor em cadeira de rodas, o saque é repetido se a bola voltar para a rede, parar na mesa ou, em simples, sair pela lateral depois de quicar.
Quem são os atletas brasileiros do tênis de mesa paralímpico?
Entre os destaques estão Bruna Alexandre, medalhista em três Paralimpíadas, e Cátia Oliveira, medalhista em Tóquio e em Paris 2024.