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Bruna Alexandre: a mesatenista que jogou Olimpíada e Paralimpíada

Atualizado em · 4 min de leitura

Bruna Alexandre é uma mesatenista brasileira nascida em Criciúma (SC) em 1995, que joga na classe 10 do tênis de mesa paralímpico. Tem medalhas no Rio 2016, em Tóquio 2020 e em Paris 2024 e, em Paris, se tornou a primeira atleta brasileira a disputar os Jogos Olímpicos e os Paralímpicos.

Neste artigo
  1. Quem é Bruna Alexandre
  2. A classe 10
  3. Medalhas paralímpicas
  4. A Olimpíada de Paris 2024
  5. Estilo de jogo
  6. Por que ela é importante

Bruna Alexandre é uma das atletas mais vitoriosas do tênis de mesa paralímpico brasileiro e dona de um feito inédito: em Paris 2024, foi a primeira brasileira a disputar os Jogos Olímpicos e os Jogos Paralímpicos na mesma edição. Jogou a prova por equipes da Olimpíada e, semanas depois, voltou para casa com dois bronzes da Paralimpíada.

Nesta página você conhece a história de Bruna Alexandre, as medalhas que ela ganhou e como funciona a classe em que ela compete.

Linha do tempo da carreira de Bruna Alexandre no tênis de mesa, de 1995 a 2024
Os marcos da carreira de Bruna Alexandre

Quem é Bruna Alexandre

Bruna Costa Alexandre nasceu em 29 de março de 1995, em Criciúma, Santa Catarina. Ainda bebê, aos seis meses de idade, teve o braço direito amputado por causa de uma trombose. Ela cresceu praticando esporte e encontrou no tênis de mesa o caminho para o alto rendimento.

Ela joga com o braço esquerdo e faz o saque de um jeito próprio: segura a raquete e lança a bola para cima com a mesma mão. As regras da ITTF permitem que o árbitro flexibilize as exigências do saque quando uma deficiência física impede o atleta de cumpri-las. As exigências normais estão em regras do saque.

A classe 10

No tênis de mesa paralímpico, os atletas são divididos em classes. As classes 1 a 5 são de quem joga em cadeira de rodas, as classes 6 a 10 de quem joga em pé e a classe 11 é para atletas com deficiência intelectual. Quanto maior o número, menor o impacto da deficiência no jogo. Bruna está na classe 10, a de quem joga em pé com o menor grau de comprometimento. Tudo isso está explicado em tênis de mesa paralímpico.

Medalhas paralímpicas

Bruna ganhou medalhas em três Paralimpíadas seguidas:

JogosResultados
Rio 2016Bronze no simples classe 10 e bronze por equipes
Tóquio 2020 (em 2021)Prata no simples classe 10 e bronze por equipes
Paris 2024Bronze no simples classe 10 e bronze nas duplas femininas WD20, com Danielle Rauen

São seis medalhas paralímpicas. No tênis de mesa paralímpico não há disputa de terceiro lugar: quem perde a semifinal fica com o bronze.

Fora das Paralimpíadas, ela também tem títulos em Mundiais paralímpicos, como o ouro por equipes em 2017 e o ouro nas duplas mistas em 2022, ao lado de Paulo Salmin.

A Olimpíada de Paris 2024

O que torna a carreira de Bruna única é que ela também compete no tênis de mesa olímpico, contra atletas sem deficiência. Ela fez parte da seleção brasileira que ganhou a prata por equipes no Campeonato Pan-Americano de 2023, resultado que ajudou o Brasil a garantir a vaga por equipes em Paris. No mesmo ano, disputou os Jogos Pan-Americanos de Santiago e ganhou o bronze por equipes.

Em Paris 2024, jogou a prova feminina por equipes ao lado das irmãs Bruna Takahashi e Giulia Takahashi. O Brasil perdeu para a Coreia do Sul, mas o feito estava registrado: primeira atleta brasileira a disputar Olimpíada e Paralimpíada. Logo depois, ela voltou a Paris para os Jogos Paralímpicos e conquistou os dois bronzes. O resumo do torneio olímpico está em tênis de mesa em Paris 2024.

Estilo de jogo

O saque é apontado como o grande diferencial de Bruna, justamente por ser tão diferente do que os adversários estão acostumados a receber. Como ela joga com uma mão só, o equilíbrio e o trabalho de pernas têm um papel ainda maior para ela do que para a maioria dos jogadores.

Por que ela é importante

A trajetória de Bruna Alexandre mostra que a fronteira entre o esporte olímpico e o paralímpico é menor do que parece. Ela treina e compete com atletas sem deficiência, e isso a deixou mais forte nos dois mundos. Para muitas crianças com deficiência, é a prova de que o tênis de mesa pode ser um esporte para a vida inteira. Outros nomes do esporte brasileiro estão em mesatenistas brasileiros que marcaram o esporte.

Perguntas frequentes

Quem é Bruna Alexandre?

É uma mesatenista brasileira nascida em Criciúma (SC) em 1995. Joga na classe 10 do tênis de mesa paralímpico e tem medalhas no Rio 2016, em Tóquio 2020 e em Paris 2024.

Bruna Alexandre jogou a Olimpíada?

Sim. Em Paris 2024 ela disputou a prova por equipes do tênis de mesa olímpico e se tornou a primeira atleta brasileira a competir em Olimpíada e Paralimpíada.

Quantas medalhas paralímpicas Bruna Alexandre tem?

Seis: dois bronzes no Rio 2016, uma prata e um bronze em Tóquio 2020 e dois bronzes em Paris 2024.

Por que Bruna Alexandre não tem um braço?

Ela teve o braço direito amputado aos seis meses de idade, por causa de uma trombose. Joga com o braço esquerdo.

Como Bruna Alexandre saca com uma mão só?

Ela segura a raquete e lança a bola para cima com a mesma mão. As regras da ITTF permitem que o árbitro flexibilize as exigências do saque quando uma deficiência física impede o atleta de cumpri-las.

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