Europa no tênis de mesa: Hungria, Alemanha e mais
A Europa dominou o tênis de mesa nos primeiros 25 anos de Mundiais, com a Hungria à frente: 12 títulos por equipes masculinas e lendas como Viktor Barna e Mária Mednyánszky. Depois a Ásia assumiu, mas países como Suécia, Alemanha e França continuaram a ganhar medalhas importantes. O último título mundial europeu por equipes foi da Suécia, em 2000.
Neste artigo
Hoje o tênis de mesa é associado à Ásia, principalmente à China. Mas o esporte nasceu na Inglaterra e, nas primeiras décadas de competições internacionais, quem mandava era a Europa. A Hungria, em especial, foi a primeira grande potência do esporte.
Este artigo conta a história do tênis de mesa europeu: os anos de domínio, a chegada dos asiáticos e os países que continuam a desafiar a China.
O começo: a Europa inventa e domina
O tênis de mesa surgiu na Inglaterra no fim do século 19, como contamos na história do tênis de mesa. A federação internacional, a ITTF, foi fundada em 1926, e no mesmo ano Londres recebeu o primeiro Campeonato Mundial.
De 1926 até o começo dos anos 1950, praticamente todos os títulos mundiais ficaram com europeus. Os principais centros eram a Hungria, a Tchecoslováquia, a Áustria, a Inglaterra e a Romênia.
Hungria: a primeira potência
A Hungria ganhou o primeiro Mundial por equipes, em 1926, e somou 12 títulos da Copa Swaythling, o Mundial masculino por equipes. O último veio em 1979, numa equipe com Tibor Klampár, István Jónyer e Gábor Gergely. Jónyer também foi campeão mundial de simples em 1975.
Os grandes nomes húngaros:
- Viktor Barna: cinco títulos mundiais de simples (1930 e de 1932 a 1935), recorde masculino até hoje, além de muitos títulos de duplas.
- Mária Mednyánszky: campeã mundial de simples cinco vezes seguidas, de 1926 a 1931.
- Roland Jacobi: o primeiro campeão mundial de simples, em 1926.
Os outros centros europeus
| País | Destaques |
|---|---|
| Tchecoslováquia | 6 títulos por equipes masculinas; Bohumil Váňa campeão mundial em 1938 e 1947 |
| Áustria | Richard Bergmann campeão em 1937; Werner Schlager campeão mundial em 2003 |
| Inglaterra | Fred Perry campeão em 1929, antes de virar astro do tênis; Johnny Leach em 1949 e 1951 |
| Romênia | Angelica Rozeanu, seis títulos mundiais de simples seguidos (1950 a 1955) |
Richard Bergmann, nascido na Áustria, ganhou mais três títulos mundiais depois de se mudar para a Inglaterra. Já Angelica Rozeanu tem o maior número de títulos mundiais de simples entre mulheres e homens. Esses e outros números estão em recordes do tênis de mesa.
A virada asiática
Em 1952, o japonês Hiroji Satoh foi campeão mundial com uma raquete de esponja. A partir daí, o Japão e depois a China passaram a dominar. A Europa continuou competitiva, mas os títulos ficaram mais raros. A história japonesa está em Japão no tênis de mesa.
Em 1957 nasceu a ETTU, a União Europeia de Tênis de Mesa, e em 1958 foi disputado o primeiro Campeonato Europeu, em Budapeste. Desde então, o torneio continental virou a principal vitrine dos jogadores europeus fora dos Mundiais e das Olimpíadas.
Suécia: a resistência europeia
Entre 1989 e 2000, a Suécia foi o país que mais venceu a China, com quatro títulos mundiais por equipes e os títulos de simples de Jan-Ove Waldner e Jörgen Persson. Essa fase tem um artigo próprio: a era de ouro da Suécia. Desde 2001, nenhum país europeu voltou a ganhar o Mundial masculino por equipes.
Alemanha: regularidade e grandes ligas
A Alemanha é uma das seleções mais regulares da Europa nas últimas décadas:
- Jörg Roßkopf e Steffen Fetzner foram campeões mundiais de duplas em 1989 e prata olímpica em 1992.
- Timo Boll acumulou títulos europeus e foi por anos um dos melhores do mundo. Veja o perfil de Timo Boll.
- Dimitrij Ovtcharov ganhou bronze olímpico de simples em Londres 2012 e Tóquio 2020.
- A equipe masculina foi prata olímpica em 2008 e 2020, e a feminina, prata em 2016.
A liga alemã, a Bundesliga, é uma das mais fortes do mundo e atrai jogadores de vários países.
França: de Gatien aos irmãos Lebrun
Jean-Philippe Gatien foi prata olímpica em 1992 e campeão mundial em 1993. Décadas depois, a França ganhou uma nova geração com os irmãos Félix e Alexis Lebrun. Em Paris 2024, jogando em casa, Félix foi bronze no simples e a equipe masculina também levou o bronze. Saiba mais no perfil de Félix Lebrun.
Outros nomes que marcaram
- Jean-Michel Saive (Bélgica): chegou a número 1 do ranking mundial nos anos 1990 e disputou sete Olimpíadas.
- Zoran Primorac (Croácia): prata olímpica de duplas em 1988 pela Iugoslávia e também com sete Olimpíadas.
- Vladimir Samsonov (Belarus): um dos jogadores mais regulares do circuito por mais de duas décadas.
Perguntas frequentes
Qual país europeu é o melhor no tênis de mesa?
Historicamente, a Hungria, com 12 Mundiais por equipes masculinas. Nas últimas décadas, Suécia, Alemanha e França são as seleções europeias mais fortes.
Quando foi o último título europeu no Mundial por equipes?
Em 2000, com a Suécia, que venceu a China na final. Desde 2001, só a China ganhou o Mundial masculino por equipes.
Quem foi o maior jogador europeu de tênis de mesa?
Viktor Barna, com cinco títulos mundiais de simples, e Jan-Ove Waldner, campeão mundial e olímpico, são os nomes mais citados.
Desde quando existe o Campeonato Europeu de tênis de mesa?
Desde 1958, quando a primeira edição foi disputada em Budapeste. A União Europeia de Tênis de Mesa (ETTU) foi criada em 1957.
A França já foi campeã mundial de tênis de mesa?
Sim. Jean-Philippe Gatien ganhou o título mundial de simples masculino em 1993.