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Europa no tênis de mesa: Hungria, Alemanha e mais

Atualizado em · 5 min de leitura

A Europa dominou o tênis de mesa nos primeiros 25 anos de Mundiais, com a Hungria à frente: 12 títulos por equipes masculinas e lendas como Viktor Barna e Mária Mednyánszky. Depois a Ásia assumiu, mas países como Suécia, Alemanha e França continuaram a ganhar medalhas importantes. O último título mundial europeu por equipes foi da Suécia, em 2000.

Neste artigo
  1. O começo: a Europa inventa e domina
  2. Hungria: a primeira potência
  3. Os outros centros europeus
  4. A virada asiática
  5. Suécia: a resistência europeia
  6. Alemanha: regularidade e grandes ligas
  7. França: de Gatien aos irmãos Lebrun
  8. Outros nomes que marcaram

Hoje o tênis de mesa é associado à Ásia, principalmente à China. Mas o esporte nasceu na Inglaterra e, nas primeiras décadas de competições internacionais, quem mandava era a Europa. A Hungria, em especial, foi a primeira grande potência do esporte.

Este artigo conta a história do tênis de mesa europeu: os anos de domínio, a chegada dos asiáticos e os países que continuam a desafiar a China.

O começo: a Europa inventa e domina

O tênis de mesa surgiu na Inglaterra no fim do século 19, como contamos na história do tênis de mesa. A federação internacional, a ITTF, foi fundada em 1926, e no mesmo ano Londres recebeu o primeiro Campeonato Mundial.

De 1926 até o começo dos anos 1950, praticamente todos os títulos mundiais ficaram com europeus. Os principais centros eram a Hungria, a Tchecoslováquia, a Áustria, a Inglaterra e a Romênia.

Gráfico com os títulos mundiais por equipes masculinas de países europeus: Hungria 12, Tchecoslováquia 6, Suécia 5, Áustria 1 e Inglaterra 1

Hungria: a primeira potência

A Hungria ganhou o primeiro Mundial por equipes, em 1926, e somou 12 títulos da Copa Swaythling, o Mundial masculino por equipes. O último veio em 1979, numa equipe com Tibor Klampár, István Jónyer e Gábor Gergely. Jónyer também foi campeão mundial de simples em 1975.

Os grandes nomes húngaros:

  • Viktor Barna: cinco títulos mundiais de simples (1930 e de 1932 a 1935), recorde masculino até hoje, além de muitos títulos de duplas.
  • Mária Mednyánszky: campeã mundial de simples cinco vezes seguidas, de 1926 a 1931.
  • Roland Jacobi: o primeiro campeão mundial de simples, em 1926.

Os outros centros europeus

PaísDestaques
Tchecoslováquia6 títulos por equipes masculinas; Bohumil Váňa campeão mundial em 1938 e 1947
ÁustriaRichard Bergmann campeão em 1937; Werner Schlager campeão mundial em 2003
InglaterraFred Perry campeão em 1929, antes de virar astro do tênis; Johnny Leach em 1949 e 1951
RomêniaAngelica Rozeanu, seis títulos mundiais de simples seguidos (1950 a 1955)

Richard Bergmann, nascido na Áustria, ganhou mais três títulos mundiais depois de se mudar para a Inglaterra. Já Angelica Rozeanu tem o maior número de títulos mundiais de simples entre mulheres e homens. Esses e outros números estão em recordes do tênis de mesa.

A virada asiática

Em 1952, o japonês Hiroji Satoh foi campeão mundial com uma raquete de esponja. A partir daí, o Japão e depois a China passaram a dominar. A Europa continuou competitiva, mas os títulos ficaram mais raros. A história japonesa está em Japão no tênis de mesa.

Em 1957 nasceu a ETTU, a União Europeia de Tênis de Mesa, e em 1958 foi disputado o primeiro Campeonato Europeu, em Budapeste. Desde então, o torneio continental virou a principal vitrine dos jogadores europeus fora dos Mundiais e das Olimpíadas.

Suécia: a resistência europeia

Entre 1989 e 2000, a Suécia foi o país que mais venceu a China, com quatro títulos mundiais por equipes e os títulos de simples de Jan-Ove Waldner e Jörgen Persson. Essa fase tem um artigo próprio: a era de ouro da Suécia. Desde 2001, nenhum país europeu voltou a ganhar o Mundial masculino por equipes.

Alemanha: regularidade e grandes ligas

A Alemanha é uma das seleções mais regulares da Europa nas últimas décadas:

  • Jörg Roßkopf e Steffen Fetzner foram campeões mundiais de duplas em 1989 e prata olímpica em 1992.
  • Timo Boll acumulou títulos europeus e foi por anos um dos melhores do mundo. Veja o perfil de Timo Boll.
  • Dimitrij Ovtcharov ganhou bronze olímpico de simples em Londres 2012 e Tóquio 2020.
  • A equipe masculina foi prata olímpica em 2008 e 2020, e a feminina, prata em 2016.

A liga alemã, a Bundesliga, é uma das mais fortes do mundo e atrai jogadores de vários países.

França: de Gatien aos irmãos Lebrun

Jean-Philippe Gatien foi prata olímpica em 1992 e campeão mundial em 1993. Décadas depois, a França ganhou uma nova geração com os irmãos Félix e Alexis Lebrun. Em Paris 2024, jogando em casa, Félix foi bronze no simples e a equipe masculina também levou o bronze. Saiba mais no perfil de Félix Lebrun.

Outros nomes que marcaram

  • Jean-Michel Saive (Bélgica): chegou a número 1 do ranking mundial nos anos 1990 e disputou sete Olimpíadas.
  • Zoran Primorac (Croácia): prata olímpica de duplas em 1988 pela Iugoslávia e também com sete Olimpíadas.
  • Vladimir Samsonov (Belarus): um dos jogadores mais regulares do circuito por mais de duas décadas.

Perguntas frequentes

Qual país europeu é o melhor no tênis de mesa?

Historicamente, a Hungria, com 12 Mundiais por equipes masculinas. Nas últimas décadas, Suécia, Alemanha e França são as seleções europeias mais fortes.

Quando foi o último título europeu no Mundial por equipes?

Em 2000, com a Suécia, que venceu a China na final. Desde 2001, só a China ganhou o Mundial masculino por equipes.

Quem foi o maior jogador europeu de tênis de mesa?

Viktor Barna, com cinco títulos mundiais de simples, e Jan-Ove Waldner, campeão mundial e olímpico, são os nomes mais citados.

Desde quando existe o Campeonato Europeu de tênis de mesa?

Desde 1958, quando a primeira edição foi disputada em Budapeste. A União Europeia de Tênis de Mesa (ETTU) foi criada em 1957.

A França já foi campeã mundial de tênis de mesa?

Sim. Jean-Philippe Gatien ganhou o título mundial de simples masculino em 1993.

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