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A era de ouro da Suécia no tênis de mesa

Atualizado em · 4 min de leitura

A Suécia viveu sua era de ouro entre o fim dos anos 1980 e 2000, quando ganhou quatro Mundiais por equipes (1989, 1991, 1993 e 2000), dois títulos mundiais de simples com Jan-Ove Waldner e um com Jörgen Persson, além do ouro olímpico de Waldner em 1992. Foi o país que mais conseguiu vencer a China nessa época. Em Paris 2024, a nova geração voltou ao pódio olímpico com duas pratas.

Neste artigo
  1. Antes da era de ouro: Bengtsson e o título de 1973
  2. Os protagonistas da era de ouro
  3. Os títulos da Suécia
  4. Por que a Suécia foi tão forte
  5. Depois de 2000: a espera e a nova geração

A Suécia tem pouco mais de 10 milhões de habitantes e não tem tradição de esportes de mesa como a China ou o Japão. Mesmo assim, durante mais de uma década, foi a seleção que mais incomodou os chineses e a que mais vezes os venceu em finais.

Essa é a era de ouro da Suécia no tênis de mesa: de onde ela veio, quem foram os protagonistas e o que restou dela.

Linha do tempo da era de ouro da Suécia no tênis de mesa, de 1971 a 2024

Antes da era de ouro: Bengtsson e o título de 1973

A primeira grande conquista sueca veio em 1971, quando Stellan Bengtsson foi campeão mundial de simples, aos 18 anos. Dois anos depois, em 1973, a Suécia ganhou pela primeira vez o Mundial por equipes masculinas, a Copa Swaythling, com Bengtsson e Kjell Johansson no time.

Esses resultados mostraram que um país europeu pequeno podia competir com as potências asiáticas. Também criaram ídolos que inspiraram a geração seguinte.

Os protagonistas da era de ouro

O auge veio entre 1989 e 2000. O núcleo da seleção era formado por:

  • Jan-Ove Waldner: considerado por muitos o jogador mais completo e criativo da história. Campeão mundial em 1989 e 1997, ouro olímpico em Barcelona 1992 e prata em Sydney 2000. É muito admirado na China, algo raro para um adversário. Veja o perfil completo de Jan-Ove Waldner.
  • Jörgen Persson: campeão mundial em 1991 e um dos atletas que mais vezes disputou Olimpíadas, sete edições seguidas, de 1988 a 2012.
  • Mikael Appelgren, Erik Lindh e Peter Karlsson: peças importantes das equipes. Lindh foi bronze no simples nas Olimpíadas de Seul 1988.

Os títulos da Suécia

AnoConquista
1971Stellan Bengtsson, campeão mundial de simples
1973Primeiro título mundial por equipes masculinas
1988Erik Lindh, bronze olímpico de simples
1989Waldner campeão mundial de simples e Suécia campeã por equipes
1991Persson campeão mundial de simples e bicampeonato por equipes
1992Waldner, ouro olímpico de simples em Barcelona
1993Tricampeonato mundial por equipes
1997Waldner campeão mundial de simples pela segunda vez
2000Quinto título mundial por equipes e prata olímpica de Waldner

O título por equipes de 1989, em Dortmund, teve sabor especial: a Suécia venceu a China na final. Foi o começo de uma rivalidade que marcou os anos 1990. Nas finais de 1993 e 2000 o adversário também foi a China, e em 1991 foi a Iugoslávia. O título de 2000 foi, até hoje, o último de um país europeu no Mundial por equipes masculinas. Desde 2001, só a China venceu.

Por que a Suécia foi tão forte

Não existe uma única explicação, mas alguns fatores aparecem sempre:

  • Clubes fortes e organizados: o esporte se espalhou por clubes locais em todo o país, com bons técnicos e muito tempo de mesa.
  • Uma geração que treinou junto: Waldner, Persson, Appelgren e companhia cresceram competindo entre si, o que puxava o nível de todos para cima.
  • Treino com foco no jogo real: o famoso exercício Falkenberg, que mistura backhand, forehand do lado do backhand e forehand aberto, leva o nome de uma cidade sueca e é usado no mundo todo até hoje.
  • Criatividade: o estilo sueco valorizava saque variado, leitura de jogo e trocas de ritmo, e não só potência. Waldner era o símbolo disso.
  • Intercâmbio com a China: jogadores suecos fizeram períodos de treino na China e conheceram de perto o jogo dos rivais.

Depois de 2000: a espera e a nova geração

Com a aposentadoria gradual da geração de ouro, a Suécia perdeu força na década de 2000 e passou anos sem medalhas grandes. A virada veio com uma nova geração:

  • Truls Möregårdh foi vice-campeão mundial de simples em 2021 e prata olímpica de simples em Paris 2024.
  • No mesmo evento, a equipe masculina, com Möregårdh, Anton Källberg e Kristian Karlsson, ganhou a prata por equipes.

A Suécia voltou a ser uma das seleções que conseguem ameaçar a China em jogos grandes. Para ver como ela se compara a outros países do continente, leia Europa no tênis de mesa.

Perguntas frequentes

Quando foi a era de ouro da Suécia no tênis de mesa?

Entre 1989 e 2000, quando a Suécia ganhou quatro Mundiais por equipes, três títulos mundiais de simples e o ouro olímpico de 1992.

Quem é o maior jogador sueco de tênis de mesa?

Jan-Ove Waldner, campeão mundial em 1989 e 1997 e campeão olímpico em 1992. Muitos o consideram um dos maiores da história.

Quantos Mundiais por equipes a Suécia ganhou?

Cinco no masculino: 1973, 1989, 1991, 1993 e 2000.

A Suécia já ganhou da China no tênis de mesa?

Sim. A Suécia venceu a China nas finais do Mundial por equipes de 1989, 1993 e 2000.

Quem é Truls Möregårdh?

É o principal nome da nova geração sueca: vice-campeão mundial em 2021 e medalhista de prata no simples e por equipes em Paris 2024.

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