Bola na quina ou na lateral: quando vale no tênis de mesa
Bola na quina vale: se a bola toca a borda de cima da mesa, o ponto segue normal. Se ela toca só a lateral do tampo, abaixo da borda, é fora. Na dúvida, a trajetória decide: bola que vinha por cima da mesa pegou a quina; bola que vinha por baixo do nível da mesa pegou a lateral.
Neste artigo
Poucas jogadas irritam tanto quanto a bola que raspa a quina da mesa e foge do alcance. Ela parece sorte (e muitas vezes é), mas é totalmente válida. O problema é que, a olho nu, a quina e a lateral ficam a milímetros uma da outra, e é aí que começa a discussão.
Veja o que diz a regra oficial da ITTF, como diferenciar os dois casos na prática e o que fazer quando ninguém tem certeza.
O que diz a regra
As regras definem a mesa assim: a superfície de jogo é o tampo de cima, sem as laterais verticais. Daí saem duas conclusões:
- Quina (borda de cima): faz parte da superfície de jogo. Bola que toca a borda de cima está dentro.
- Lateral (a face vertical do tampo): não faz parte da superfície. Bola que toca só a lateral está fora.
As linhas brancas de 2 cm nas bordas também fazem parte da superfície. Então bola na linha é bola dentro, mesmo que pegue só um pedacinho dela.
Como diferenciar quina e lateral
Como o toque é rápido demais para ver, o melhor jeito de decidir é olhar de onde a bola vinha e para onde ela foi:
| Pista | Quina (vale) | Lateral (fora) |
|---|---|---|
| De onde a bola vinha | De cima do nível da mesa | De baixo do nível da mesa, por fora |
| O que acontece depois | Muda de direção, costuma subir ou "espirrar" | Cai quase reta para baixo |
| O som | Um estalo seco no tampo | Um toque abafado, às vezes nenhum |
A trajetória é a pista mais confiável. Para tocar a lateral, a bola precisa já estar abaixo da altura do tampo quando chega à mesa, vindo de fora. Uma bola que chega por cima, vinda do outro lado da rede, quase sempre toca a borda de cima.
Quem decide
Em torneios, a decisão é do árbitro. Bola que toca as bordas próximas a ele é responsabilidade dele; o árbitro auxiliar, quando existe, ajuda com a borda do lado oposto. A decisão é baseada na trajetória, e não se discute.
Em jogos sem árbitro, o costume é:
- quem estava mais perto e viu melhor dá a palavra;
- na dúvida real, os jogadores podem combinar de repetir o ponto, como um let. Isso não está na regra, mas é um acordo comum de esportividade.
Bola na quina no saque
No saque, a bola precisa quicar no seu lado e depois no lado do adversário. Se qualquer um desses toques for na quina, o saque é válido. Se for na lateral, o saque está errado e o ponto é do recebedor.
Em duplas, a regra da quina vale do mesmo jeito, e a linha central conta como parte da metade direita. Bola na linha central, no saque de duplas, é dentro.
Precisa pedir desculpas?
Não existe regra sobre isso, mas é um costume do tênis de mesa: muitos jogadores levantam a mão para pedir desculpas depois de ganhar um ponto com bola na quina ou com bola que raspou a rede. É um gesto de esportividade, não uma obrigação. O ponto vale do mesmo jeito.
Quina, rede e outras bolas de sorte
Além da quina, a outra "bola de sorte" mais comum é a que raspa a rede durante o ponto e cai do outro lado. Ela também vale: depois do saque, a rede faz parte do jogo. Só no saque o toque na rede vira let. Veja os detalhes em o que é let.
Para conhecer as medidas da mesa, das linhas e da rede, veja medidas oficiais da mesa.
Perguntas frequentes
Bola na quina vale no tênis de mesa?
Vale. A borda de cima faz parte da superfície de jogo, então a bola que toca a quina está dentro.
Bola na lateral da mesa vale?
Não. A lateral vertical do tampo não faz parte da superfície de jogo. Bola que toca só a lateral é fora.
Como saber se a bola pegou na quina ou na lateral?
Pela trajetória. Se a bola vinha por cima da mesa e mudou de direção, pegou a quina. Se vinha por baixo do nível da mesa e caiu reta, pegou a lateral.
Bola na linha branca vale?
Vale. As linhas brancas fazem parte da mesa.
Saque na quina vale?
Vale, desde que a bola quique corretamente no seu lado e depois no lado do adversário, mesmo que um desses toques seja na quina.