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Quanto ganha um mesatenista: de onde vem a renda

Atualizado em · 5 min de leitura

Não existe um salário fixo de mesatenista. A renda de um profissional vem de cinco fontes: contrato com clube numa liga, prêmios dos torneios, patrocínios, apoio público (como a Bolsa Atleta, no Brasil) e atividades fora da mesa, como aulas. Os melhores do mundo vivem bem do esporte, mas a maioria dos atletas combina várias fontes para se manter.

Neste artigo
  1. As cinco fontes de renda de um mesatenista
  2. 1. Salário de clube
  3. 2. Prêmios em torneios
  4. 3. Patrocínio
  5. 4. Apoio público e das federações
  6. 5. Renda fora da mesa
  7. Por que a renda varia tanto

Quanto ganha um mesatenista profissional? A resposta curta é: depende muito. Não existe um salário padrão como numa profissão com carteira assinada. Um jogador entre os melhores do mundo pode viver muito bem do esporte, enquanto um atleta de nível nacional muitas vezes precisa dar aulas ou contar com bolsas para se manter.

Esta página explica de onde vem a renda de um mesatenista, por que ela varia tanto e o que pesa em cada fase da carreira. Não citamos valores específicos porque eles mudam a cada temporada e, em grande parte, não são públicos.

As cinco fontes de renda de um mesatenista profissional
De onde vem a renda de um mesatenista

As cinco fontes de renda de um mesatenista

FonteComo funcionaPara quem pesa mais
ClubeContrato para jogar uma liga, com salário ou ajuda de custoAtletas de nível nacional e internacional
PrêmiosDinheiro pago conforme a fase alcançada nos torneiosQuem chega às fases finais do circuito
PatrocínioMaterial, roupas e contratos com marcasAtletas com bons resultados e visibilidade
Apoio públicoBolsas do governo, comitês olímpicos e federaçõesAtletas de seleção
Fora da mesaAulas, clínicas, eventos, conteúdo na internetQuase todos, em algum momento

1. Salário de clube

Para muitos profissionais, a principal fonte de renda é o clube. As ligas mais fortes do mundo, como a alemã, a japonesa, a chinesa e a francesa, contratam jogadores para a temporada. O valor depende do nível da liga e do jogador: um astro numa liga de ponta recebe muito mais que um atleta numa divisão inferior.

É por isso que tantos brasileiros e sul-americanos jogam na Europa. Além do contrato, eles enfrentam adversários fortes toda semana. Hugo Calderano, por exemplo, jogou muitos anos na liga alemã. Como essas ligas funcionam está em ligas profissionais de tênis de mesa.

2. Prêmios em torneios

O circuito profissional internacional é organizado pela WTT (World Table Tennis), com torneios de vários níveis, dos Feeders e Contenders aos Grand Smashes e ao WTT Finals. Cada torneio tem uma premiação divulgada antes do evento, dividida conforme a fase alcançada.

Na prática, os prêmios grandes ficam concentrados em quem chega às fases finais dos maiores eventos. Para quem perde nas primeiras rodadas, o prêmio muitas vezes mal cobre a viagem, a hospedagem e a inscrição. A estrutura do circuito está em o que é a WTT.

3. Patrocínio

Os patrocínios começam com material esportivo: madeiras, borrachas, bolas, roupas e calçados. Para atletas de nível médio, isso já é uma economia importante, porque o material de alto nível se desgasta rápido. Jogadores de elite podem ter contratos em dinheiro com fabricantes e, às vezes, com marcas de fora do esporte, principalmente quando têm muita visibilidade no próprio país.

4. Apoio público e das federações

Em muitos países, o Estado e o movimento olímpico ajudam a manter os atletas. No Brasil, o principal programa é a Bolsa Atleta, do governo federal, com categorias que vão da base até atletas de pódio, conforme os resultados. Há também apoio do Comitê Olímpico do Brasil, do Comitê Paralímpico Brasileiro, da CBTM e de programas estaduais e municipais. As regras e valores são definidos pelos programas e mudam com o tempo, então vale consultar as fontes oficiais.

Em países como China e Japão, a estrutura é ainda mais forte, com centros de treinamento e equipes provinciais ou empresariais. Isso ajuda a explicar por que a China domina o tênis de mesa.

5. Renda fora da mesa

Quase todo mesatenista, em algum momento, ganha dinheiro ensinando: aulas particulares, escolinhas, clínicas e treinos com multibola. Muitos também fazem eventos, exibições e conteúdo na internet. Depois da aposentadoria, virar técnico é um caminho comum.

Por que a renda varia tanto

A diferença entre o topo e o resto é enorme no tênis de mesa, como em muitos esportes olímpicos. Alguns fatores pesam muito:

  • Ranking e resultados: definem a entrada nos torneios grandes e o valor dos contratos.
  • Liga em que joga: as ligas mais fortes pagam mais.
  • País de origem: em alguns países o esporte é muito popular e atrai mais patrocínio.
  • Custos: viagens, técnico, fisioterapia e material saem do bolso do atleta ou do clube.

Se você está pensando em seguir carreira, vale ler também como virar mesatenista profissional, que explica o caminho do clube ao circuito mundial.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um mesatenista profissional?

Não há um valor padrão. A renda vem de salário de clube, prêmios, patrocínios, bolsas e aulas. Os melhores do mundo vivem bem do esporte, mas a maioria combina várias fontes.

Mesatenista recebe salário?

Muitos recebem salário ou ajuda de custo do clube pelo qual jogam uma liga, principalmente na Europa e na Ásia. Atletas de seleção também podem receber bolsas.

Quanto paga um torneio de tênis de mesa?

Cada torneio do circuito WTT divulga a própria premiação, que é dividida conforme a fase alcançada. Os maiores valores ficam com quem chega às finais dos eventos mais importantes.

Mesatenista recebe Bolsa Atleta?

Sim, atletas que cumprem os critérios do programa podem receber a Bolsa Atleta, do governo federal, em categorias que variam conforme os resultados.

Dá para viver de tênis de mesa no Brasil?

Para poucos atletas, só como jogador. Muitos combinam bolsa, patrocínio, clube no exterior e aulas. Trabalhar como técnico é um caminho comum para viver do esporte.

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